quinta-feira, 18 de julho de 2024

Líquidos em quantidade adequada: como funciona? (atualizado e acrescentado)

Sopas, caldos, sucos, sumos, água de coco, chás, água, refrigerantes, coalhadas, iogurtes, café, leite e outros são alguns dos líquidos que ingerimos para repor o que gastamos e ainda podemos acrescentar frutas, legumes, car nes e peixes suculentos. Assim, pelo consumo alimentar, conseguimos oferecer ao organismo a quantidade de líquidos necessária. Nada no nosso corpo funciona sem água; as articulações precisam de lubrificantes, a fala não será articulada sem a saliva, a digestão precisa das enzimas produzidas pelos órgãos digestivos, os olhos precisam da lágrima lubrificante, o sangue não será produzido, o labirinto dos ouvidos não trabalham sem água e assim por diante. O mais rapidamente afetado é o cérebro, o comandante do nosso organismo. Portanto, em poucos minutos, todo o funcionamento orgânico estará prejudicado se não houver líquidos em quantidade suficiente. Por outro lado, pelos órgãos de eliminação conseguimos excretar os resíduos resultantes do metabolismo fisiológico (urina, fezes, lágrimas, suor e saliva). Esse processo de entrada e saída precisa estar muito bem monitorado e controlado para preservar a vida. Os líquidos que entram são responsáveis pelo transporte dos nutrientes para alimentar as células e os líquidos que são expelidos descartam os resíduos celulares para serem eliminados, ou seja, o lixo do nosso organismo. Portanto, todos os órgãos podem ser atingidos por qualquer alteração no equilíbrio hídrico ou homeostase. O descontrole da homeostase resulta em desidratação ou hiperidratação, alterações que ocasionam grandes malefícios ao corpo humano. O problema mais comum entre as pessoas de muita idade é a desidratação. Segundo os cientistas a pessoa idosa tem seu corpo composto por aproximadamente 50% de líquidos, ou seja, metade do que somos é líquido. O aporte líquido adequado conserva todos os mecanismos em funcionamento, incluindo a função cerebral, preserva as estruturas dos tecidos e mantém estável a temperatura do corpo humano. A necessidade de líquidos pode mudar de indivíduo para indivíduo, mas existem alguns padrões estabelecidos pelos estudiosos e cientistas que podem ajudar na manutenção da vida saudável. A EFSA (European Food Safety Authority) recomenda a ingestão diária de 2,5 litros de água para homens e 2,0 litros para mulheres considerando o aporte de líquidos e o consumo alimentar. Essa quantidade deve ser aumentada em caso de temperaturas ambientais mais altas, atividades e exercícios físicos e o vestuário. Nos idosos esses valores também são válidos. O que altera é a rapidez para se tomarem medidas de ajuste ou adequações. Nos idosos as intervenções devem ser mais rápidas porque os prejuízos também tendem a aparecere com maior velocidade e a vulnerabilidade do idoso é mais alta. Continua na próxima postagem...

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Autoconhecimento: um dos pilares do cuidado com a nossa saúde – Parte III

Continuação da postagem anterior... O autoconhecimento mental, segundo os psicólogos, é a capacidade de entender nossa personalidade e o que causa as emoções que sentimos. Nós não reagimos aos eventos, nós reagimos às emoções que esses eventos nos causam. Conhecer-se a si mesmo traz muitos benefícios. Em geral, segundo alguns psicólogos, quem se conhece, convive melhor consigo mesmo, aceita com mais facilidade seus limites e dificuldades, suas emoções e suas reações. Essa aceitação concorre para atitudes mais coerentes, mais claramente posicionadas e facilita a compreensão da própria essência que nos prepara para as adversidades do dia a dia. Estes fatores concorrem para a criação de uma personalidade mais segura, autônoma e assertiva. A consciência de nossa identidade nos faz sentir merecedores de nossas conquistas; nos “empodera” e aumenta a nossa autoestima. Sob o ponto de vista mental, podemos nos conhecer de forma mais superficial observando como nos sentimos momento a momento do nosso cotidiano. Entretanto, para nos conhecermos realmente, como é nosso ser real, com profundidade, não é fácil. Um psicoterapeuta é o profissional mais adequado para ajudar nesse processo porque os fatos não são sempre muito fáceis de interpretar. A origem das nossas angústias, das nossas tristezas, dos sentimentos incapacitantes e dos nossos distúrbios emocionais é o foco a ser procurado para adequarmos o alívio dos sintomas e a solução dos problemas. Para isso, o grande recurso é o aprimoramento do conhecimento de nós próprios. Algumas dicas para desenvolver o autoconhecimento geral: - Nós somos as pessoas mais adequadas para se encarregar de nosso cuidado; para assumir a responsabilidade por nós próprios. Se puder, não delegue. - Aproveite o banho ou alguns momentos antes de adormecer para examinar seu corpo, olhando-o e apalpando-o. - Anote os achados importantes e as datas de sua constatação. Reflita sobre eles e o que deve ser feito. Pergunte ou leia sobre o assunto e mantenha-se alerta. Verifique racionalmente se merecem ser explorados. Não os “jogue para debaixo do tapete” sem ter certeza que essa é a atitude mais apropriada. - Tome as iniciativas que devem ser tomadas. Não opte por “deixar para depois”. Procrastinar, às vezes, tem um preço alto. - Cultive momentos de solidão, olhe para dentro de si própria e analise os aspectos positivos e negativos de sua identidade. - Expanda seu vocabulário emocional, por meio de leituras, vídeos, conversas. Sem dominar as palavras é difícil elaborar os pensamentos. - Analise a opinião dos outros sobre você ou alguma coisa sua. Às vezes, de fora se enxerga melhor do que visto por dentro. - Peça ajuda para a pessoa certa, na hora certa e da forma mais adequada. Hoje o autoconhecimento é considerado um dos mais importantes pilares da saúde; é fundamental para a qualidade da nossa vida e do nosso cuidado. Vamos valorizá-lo e desenvolvê-lo uma vez que ele é imprescindível. Continua na próxima postagem

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Autoconhecimento: um dos pilares do cuidado com a nossa saúde – Parte II

Continuação da postagem anterior... O processo do autoconhecimento nunca acaba e todos os dias tenho algumas pequenas e grandes surpresas comigo mesma. Com a muita idade, mulheres e homens precisam conhecer-se, apalpar-se e sentir a existência de nódulos, manchas, regiões com a sensibilidade alterada, “sinais”, consistências não usuais, acúmulos anormais de gorduras, “nós” de massa muscular, pontos doloridos, pontos avermelhados, pústulas, partes ressecadas, o crescimento de seus cabelos e unhas e outras alterações ou deformações que merecem nossa atenção e cuidado. Pequenas variações visuais ou de consistência nem sempre são achados sem importância; devem ser examinadas, observadas e analisadas para não se transformarem em grandes encrencas. Periodicamente, faça uma viagem atenta por todo o seu corpo, observando-o com os olhos e sentindo-o com as mãos. O médico é o profissional que pode avaliar qualquer alteração física, pode diagnosticar ou encaminhar a um especialista. Sob o ponto de vista mais funcional é aconselhado manter a atenção para os alimentos adequados, a sua urina, as suas evacuações, a sua pele e tecidos adjacentes, o seu sono, o que evitar, o que o cansa em demasia, a quantidade de exercício adequada para manter e melhorar seu desempenho, os seus horários biológicos, aquilo que o lhe dá ânimo, vigor e vitalidade e outros dessa mesma natureza. “Ouça o seu corpo”. Em mim, eu “escuto” algumas coisas interessantes. Há dias, sem motivo aparente, senti uma sonolência logo após o jantar (20 horas); achei estranho, mas resolvi ir dormir. Acordei de manhã, bem disposta, leve e pronta para enfrentar um novo dia. Com calma refleti sobre esse sono, lembrei-me de outros acontecimentos similares anteriores e desconfiei que sua causa era uma grande tensão por algumas horas, viver um evento que exigia de mim muita concentração e muita atenção. Depois de algum tempo de muita tensão, o sono era um descanso merecido e meu corpo estava refletindo o efeito dessas horas mentalmente tensas. Outra coisa interessante que “escuto” do meu corpo, é a quantidade de alimentação a ingerir. No momento que meu corpo diz que chega, eu brinco com o garfo, empurro a comida de lá para cá, disfarço um pouco e não como. Parece que “saber” quanto eu quero comer é hereditário; encontrei uns apontamentos da minha mãe dizendo que ficava muito preocupada porque eu, aos 6 meses, não gostava de comer e que havia dias que passava as 24 horas com metade de uma bolacha e negava-me a comer mais. Tenho um neto que, em certo momento da refeição anda com o alimento espetado no garfo à volta do prato e não come mais nada. Somos os dois muito saudáveis. Continua na próxima postagem....

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Autoconhecimento: um dos pilares do cuidado com a saúde (revisto) – Parte I

Como diz a palavra, autoconhecimento é o conhecimento da pessoa sobre ela mesma. Conhecer-se é fundamental para saber como nos cuidar, especificamente em relação à saúde. Controlar as emoções, conhecer os limites, captar os sentimentos e os motivos que nos fazem agir, interpretar as sensações e perceber alterações físicas ocorridas são algumas das vantagens do autoconhecimento. Sem isso, não podemos procurar as soluções e opções mais adequadas. Nós não somos aquilo que gostaríamos de ser, nem física, nem mentalmente; somos o resultado da nossa genética, do conhecimento da ciência, do ambiente em que vivemos, do estilo de vida que temos e das experiências vividas. Por isso somos únicos. Não temos grande poder sobre a nossa construção e composição física ou nossa personalidade. Precisamos experimentar, analisar, observar, refletir, viver, interagir, para nos conhecermos em cada situação. Quem não viveu a situação não a conhece e não conhece a si próprio frente a ela. Imaginar não é saber. Além disso, não somos todos os dias iguais, mudamos a cada segundo. Em síntese, somos o ser mais complexo, difícil e sofisticado que existe sobre a terra. O processo de se autoconhecer é lento, exige muita atenção, muito cuidado, muita reflexão e muita observação. Requer, também, conhecimento sobre os acontecimentos passados e seus efeitos e informações sobre sua história familiar. A genética comanda entre 25% a 40% daquilo que somos. A maioria das mulheres da minha idade foi educada e mantida longe do conhecimento do seu corpo, era “feio” mexer nele, era “feio” mostrá-lo; quanto mais fechada e comprida a roupa das meninas, mais apreciada. Menina tinha que não aparecer, manter-se escondida do público. Até o espelho, por vezes, era desestimulado. Recato incluía, não afastar os braços do corpo em público, não os movimentar em demasia para não chamar a atenção. Com essa postura, eu e minhas contemporâneas pouco sabíamos do nosso físico, de suas formas e de suas sensações. Somente mais velhas, começamos a explorar nosso corpo. Continua na próxima postagem...

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Os melhores remédios estão com você – Parte III (acrescentado)

Continuação da postagem anterior... Vamos guardar estas dicas: São remédios complementares que não se compram na farmácia: - Manter uma vida muito ativa, com espaços regulares e adequados para o repouso - Fazer exercícios físicos regularmente - Alimentar-se com uma dieta saudável e diversificada. - Seja alguém independente da opinião dos outros - Organizar uma rotina que favoreça boas noites de sono. - Não esquecer a medicação prescrita pelo médico - Ser feliz. O prazer e o riso fácil são ótimos remédios - Interagir com amigos e conhecidos agradáveis e bons companheiros. - Saber dizer não de forma educada. - Só gastar o seu tempo com atividades ligadas ao bem e à positividade. - Tomar sol com segurança, nos horários adequados. - Prevenir o estresse, a ansiedade e a melancolia - Respirar, de preferência, ar mais puro. - Conquistar independência e autonomia. - Saber afastar tudo e todos que não lhe fazem bem. Para finalizar gostaria de contar que, alguns anos atrás, um médico bastante sábio receitou, com o formato de medicação, a aquisição de um animal de estimação para uma parente minha. Antigamente, só tinha um animal de estimação aqueles que gostavam e tinham condições para o manter. Atualmente, a solidão dos idosos e a alta mobilidade das pessoas ocasionam muitas dificuldades para se fugir da solidão. Um companheiro de 4 patas pode ocupar um lugar importante na vida de algumas pessoas. É um remédio ao nosso alcance.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Os melhores remédios estão com você – Parte II (atualizado)

Continuação da postagem anterior... Sempre que sinto alguma alteração no meu organismo, alguma dor, tontura, febre e outras começo por procurar um médico e seguir suas orientações. Mas, paralelamente, começo a refletir sobre o que posso fazer para ajudar meu corpo a normalizar-se. Ponho em ação “os remédios que estão comigo”. Revejo meus comportamentos de saúde e fico mais rigorosa com sua adequação, ou seja, se não houver contraindicação, aumento os exercícios, tomo mais líquidos, melhoro a alimentação em variedade e qualidade, procuro dormir mais e tomar sol, respeito com mais afinco meus horários biológicos, faço mais vezes meditação, aumento o meu lazer e fontes de prazer e ponho o cérebro a enfrentar mais desafios e a fazer ginástica e assim por diante. Muitas vezes, vou ao médico só para contar-lhe como melhorei e peço-lhe para conferir. Durante esta última pandemia, esses remédios que eu posso usar sem receita médica ajudaram-me a resolver muitas coisas. O estresse com as notícias sobre o novo corona vírus causou-me crises de aumento da pressão arterial, crise de labirintite, início de desidratação, sensações de angústia e apertos no peito, e mal estar geral que foram sanados com duas chegadas até ao Pronto Atendimento e os “remédios que estão comigo”. Os médicos que procurei foram excelentes; indicaram-me desligar a televisão, tomar chá de camomila, conversar por telefone com amigos e ler muitos romances. Obedeci-lhes e não utilizei nenhum recurso farmacológico. Outra importante orientação é aprofundar o nosso autoconhecimento. Nós não somos o que queremos ser e, muitas vezes nos observamos como gostaríamos de nos ver. Tire a poeira dos olhos e observe-se como realmente é, sem mascarar o resultado. “Entre na real”, como se dizia antigamente. Nós não nos conhecemos a não ser quando aceitamos os resultados das nossas vivências. Os indivíduos de muita idade, conhecem sua história, conhecem muitas coisas de seus antepassados e conhecem suas interações com o mundo. Portanto, podem-se conhecer muito melhor se se olharem cuidadosamente e não se iludirem. Essas observações são essenciais para conduzirem suas decisões sobre você mesmo. Aprenda a aceitar-se, a amar-se e a respeitar-se. Dessa forma, os outros vão aceitar você, a amá-lo e a respeitá-lo. Experimente sempre que possível, observe-se e aceite os resultados. Finalmente, se você é uma pessoa com muita idade, não se espante com o fato do seu corpo estar muito diferente do que era. As alterações externas são fáceis e rápidas para serem descobertas. Mas as internas nos surpreendem todos os dias. Agora, o corpo demora para reagir, exige espera e paciência; só dois dias depois eu percebo que exigi demais de um músculo. É mais frágil; qualquer batida exige gelo na hora para a pele não ficar roxa. As sensações estão mais lentas e sutis; a fome, a sede, o frio e outras são sentidos de maneira diferente ou muito suavemente. Exige maior vigilância e observações constantes. O corpo mudou e continuará a mudar. O corpo fala e você tem que o entender. Aceite, assimile e se adapte; treine a sua flexibilidade. Portanto, mantenha suas células saudáveis e você terá mais saúde. Use os remédios que estão em você. Uma vida saudável gera saúde. Mas, não pode ter pressa, o corpo é muito demorado. Continua na próxima postagem...

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Os melhores remédios estão com você – Parte I (atualizado)

Os cientistas são unânimes em afirmar que o prolongamento do envelhecimento saudável depende da genética herdada, dos nossos comportamentos, do contexto que nos rodeia e do conhecimento científico. Desses quatro grupos de fatores, aqueles aos quais temos mais acesso e controle são as atividades comportamentais e os avanços científicos na área da saúde e medicina. Isso significa cerca de 60% ou mais de chance para ter uma velhice com qualidade de vida. Vale a pena lutar. Lembremos que o envelhecimento também é um processo natural, programado para acontecer inexoravelmente. As nossas células já nascem programadas para morrer. O que podemos fazer é mantê-las funcionando bem por mais tempo, o que significa prolongarmos a vida ativa e com qualidade. Vamos à luta! Todos nós sabemos que o nosso organismo é constituído por milhões de células; microscópicas unidades vivas adaptadas para exercerem funções específicas. Elas precisam estar saudáveis para realizarem suas funções de forma correta, precisa e competente. Por esse motivo o lema do meu blog é “Quanto mais saudáveis forem os nossos comportamentos, maiores são as probabilidades de nossas células serem saudáveis”. O nosso organismo estará saudável quando as nossas células estiverem com saúde. E, isso, em parte, depende de nossos comportamentos. Tenho lido notícias modernas sobre o papel dos exercícios físicos na prevenção de câncer, de Alzheimer, na reversão dos fatores que bloqueiam o emagrecimento e outros. Li, também, sobre o papel da melatonina, que induz o sono e é fabricada pelo cérebro, no combate a doenças psicológicas e no fortalecimento do sistema imunológico. Todos os dias são obtidos mais resultados que confirmam a importância de um ambiente saudável para as células se manterem sadias. A primeira orientação para o bom funcionamento celular é não esquecer nunca que “a própria execução da função é que mantém a capacidade das células, dos tecidos ou dos órgãos de a executarem“. Dito de outra maneira, é o exercício constante da função que mantém essa função eficiente. Consequentemente, o que o corpo não usa, degenera e morre. Se você quer manter suas pernas prontas para andar, tem que constantemente, andar; se você quer manter os dentes tem que mastigar muitas vezes; se quer manter a capacidade de calcular, tem que executar os cálculos com frequência; se quer ter boa postura, tem que estar sempre com a postura correta. Isso exige elaborar e respeitar uma rotina de bons hábitos. Portanto, o primeiro remédio que depende de mim é o uso constante de todas as nossas funções; ao abandonarmos uma atividade, como na aposentadoria, estamos trabalhando contra nós próprios se não a substituirmos por outra similar. A vida moderna nos poupa demais. Continua na próxima postagem...